O coordenador do Projeto Liberty, Marcos Silveira, visitou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesta quarta-feira (8/2). Com sede em Campinas (SP), o Liberty é parceiro do Programa Começar de Novo, do CNJ, que utiliza a inclusão produtiva de detentos e ex-detentos como estratégia de prevenção da reincidência criminal. Silveira foi recebido pelo coordenador do Começar de Novo, o juiz auxiliar da Presidência do CNJ Luciano Losekann.
Losekann prometeu ajudar a ampliar o novo projeto do Liberty: a fabricação de sacolas ecológicas , feitas de papel, por ex-detentos, portadores do HIV, dependentes químicos e pessoas em situação de rua. O coordenador do Projeto Liberty, Marcos Silveira, pediu a parceria do CNJ para um lançamento em São Paulo, com o objetivo de atrair mais parceiros para o projeto. “O CNJ dá apoio integral a ações como esta”, afirmou Losekann.

Segundo o idealizador do projeto, o apoio do CNJ sempre foi fundamental para o Liberty. “Após uma matéria da Agência CNJ de Notícias sobre a produção das bolsas recebemos uma ligação de um parceiro que se interessou pela ideia”, afirmou.

Música – Silveira estava acompanhado do músico, cantor e compositor Raimundo Martins, que, após cumprir 20 anos de prisão, acaba de lançar, com o apoio do Projeto Liberty, um CD com músicas evangélicas de sua autoria, intitulado Livre Adorador. “Eu fiz questão de trazer o Raimundo porque ele é a prova de que o CNJ estava certo quando criou o Programa Começar de Novo”, disse Marcos Silveira. 

Levar Raimundo Martins e seu exemplo de vida a presídios e unidades de internação de adolescentes em conflito com a lei é o outro projeto que o coordenador do Liberty apresentou ao CNJ. “Queria entrar em uma unidade prisional e dizer aos presos que (a ressocialização) vai ser difícil, mas não impossível”, disse Silveira. 

Liberty – Na conversa com o juiz Losekann, Marcos Silveira falou sobre as ações do Projeto Liberty, que já conseguiram, desde 2006, quando a instituição foi criada, inserir mais de 170 ex-detentos no mercado de trabalho. Em 2010, o projeto foi agraciado com o Selo do Começar de Novo, concedido pelo CNJ às instituições que se destacam em iniciativas de reinserção social de detentos e ex-detentos.

Jorge Vasconcellos e Manuel Montenegro

Agência CNJ de Notícias