29maio

Projeto Liberty mostra ações com ex-detentos

O coordenador do Projeto Liberty, Marcos Silveira, visitou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesta quarta-feira (8/2). Com sede em Campinas (SP), o Liberty é parceiro do Programa Começar de Novo, do CNJ, que utiliza a inclusão produtiva de detentos e ex-detentos como estratégia de prevenção da reincidência criminal. Silveira foi recebido pelo coordenador do Começar de Novo, o juiz auxiliar da Presidência do CNJ Luciano Losekann.
Losekann prometeu ajudar a ampliar o novo projeto do Liberty: a fabricação de sacolas ecológicas , feitas de papel, por ex-detentos, portadores do HIV, dependentes químicos e pessoas em situação de rua. O coordenador do Projeto Liberty, Marcos Silveira, pediu a parceria do CNJ para um lançamento em São Paulo, com o objetivo de atrair mais parceiros para o projeto. “O CNJ dá apoio integral a ações como esta”, afirmou Losekann.

Segundo o idealizador do projeto, o apoio do CNJ sempre foi fundamental para o Liberty. “Após uma matéria da Agência CNJ de Notícias sobre a produção das bolsas recebemos uma ligação de um parceiro que se interessou pela ideia”, afirmou.

Música – Silveira estava acompanhado do músico, cantor e compositor Raimundo Martins, que, após cumprir 20 anos de prisão, acaba de lançar, com o apoio do Projeto Liberty, um CD com músicas evangélicas de sua autoria, intitulado Livre Adorador. “Eu fiz questão de trazer o Raimundo porque ele é a prova de que o CNJ estava certo quando criou o Programa Começar de Novo”, disse Marcos Silveira. 

Levar Raimundo Martins e seu exemplo de vida a presídios e unidades de internação de adolescentes em conflito com a lei é o outro projeto que o coordenador do Liberty apresentou ao CNJ. “Queria entrar em uma unidade prisional e dizer aos presos que (a ressocialização) vai ser difícil, mas não impossível”, disse Silveira. 

Liberty – Na conversa com o juiz Losekann, Marcos Silveira falou sobre as ações do Projeto Liberty, que já conseguiram, desde 2006, quando a instituição foi criada, inserir mais de 170 ex-detentos no mercado de trabalho. Em 2010, o projeto foi agraciado com o Selo do Começar de Novo, concedido pelo CNJ às instituições que se destacam em iniciativas de reinserção social de detentos e ex-detentos.

Jorge Vasconcellos e Manuel Montenegro

Agência CNJ de Notícias

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18maio

Ex-detentos fazem sacolas e ajudam o meio ambiente

A fabricação de sacolas de papel é esperança de uma vida melhor para ex-detentos, dependentes químicos, pessoas em situação de rua e portadores do HIV atendidos pelo Projeto Liberty, de Campinas (SP). O Liberty é parceiro do programa Começar de Novo, iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que utiliza a inclusão produtiva de detentos e ex-detentos para prevenir a reincidência criminal.
A produção das sacolas ecológicas foi iniciada em janeiro, no mesmo mês em que as de plástico deixaram de ser usadas nos supermercados de São Paulo. Neste novo empreendimento, o Liberty tem como parceira a empresa BG Flexo, sediada em Campinas e com escritório em São Paulo. Ela fornece material e equipamento, treina os trabalhadores, os remunera com R$ 770 mensais e vende o produto para supermercados, drogarias e outros estabelecimentos comerciais.

As sacolas são feitas em uma máquina que tem capacidade para produzir 400 mil unidades por mês. Nesta fase inicial, o empreendimento conta com dez trabalhadores, responsáveis pelo manuseio do equipamento e pelo acabamento do produto. A meta do Liberty é chegar a 50 trabalhadores, contingente necessário para o alcance da produção mensal de 400 mil sacolas.

“Nosso objetivo é oferecer oportunidade de trabalho e renda lícita para quem quer construir uma nova vida longe do crime. Queremos também apoiar as pessoas que são soropositivas e enfrentam dificuldades de inserção no mercado de trabalho”, afirmou o coordenador do Projeto Liberty, Marcos Silveira, acrescentando estar na busca de parceria para conseguir uma outra máquina.

Conscientização- O papel utilizado na fabricação das bolsas é reciclável e oriundo de florestas plantadas especificamente para este tipo de exploração. Os fabricantes do papel são nacionais e possuem certificado de manejo florestal. Nas bolsas está impressa uma mensagem ecológica e, ao mesmo tempo, social: “Adquirindo as sacolas ecológicas Liberty você estará: contribuindo com a natureza; ajudando a diminuir a violência e a criminalidade; tirando pessoas do mundo das drogas; apoiando pessoas em situação de rua”.

O Projeto Liberty, desde sua criação, em 2006, conseguiu colocação no mercado de trabalho para mais de 170 ex-detentos, por meio de parcerias com entidades públicas e privadas. Em 2010, como reconhecimento pelo trabalho realizado, foi uma das instituições agraciadas pelo CNJ com o Selo do programa Começar de Novo.

O programa Começar de Novo foi criado pelo CNJ em outubro de 2009. Ele é executado, de forma descentralizada, pelos tribunais de Justiça dos estados e do Distrito Federal e tem como parceiros órgãos públicos, empresas privadas e entidades da sociedade civil, a exemplo do Projeto Liberty.

Jorge Vasconcellos

Agência CNJ de Notícias

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